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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Água reutilizada na educação ambiental


PACTO NACIONAL PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Marco Antonio Pimenta

Maringá – PR

Professores participantes:

Adelirian Martins Lara Lopes – Biologia

Alessandra Guidolin Campos – Pedagoga

Ana Lúcia Lopes – Sociologia

Elizabete dos Santos Meirelles de Oliveira – Português e Inglês

Francielle Siqueira – Química

Jocel José de Sousa – Geografia

Márcia de Oliveira – Pedagoga

Tatiane Martins Evangelista – Filosofia

Orientador de estudos:

Laura Lopes de Paiva – Português

Formadores Regionais do NRE de Maringá

Alexandre Shuji Suguimoto

Altair Bonini

Supervisores do Regionais do NRE de Maringá:

Marcelo Leandro Garcia

Valkíria Trindade de Almeida Santos

Coordenador Adjunto – UEM

Alessandro Santos da Rocha - UEM

Coordenadora Geral - UEM

Silvia Pereira Gonzaga de Moraes

Plano de trabalho docente – Unidade de ensino

Tema: Água reutilizada na educação ambiental

Introdução

A água extraída diretamente a partir de rios, lagos, outras vezes captada a partir de lençóis subterrâneos (aquíferos), é utilizada em múltiplas atividades humanas. Contudo, o seu consumo aumentou extraordinariamente a partir do séc. XX quer devido ao rápido crescimento da população mundial, quer devido ao progresso tecnológico ocorrido a partir de então. Com isto o homem passou a consumir atualmente 45 vezes mais água do que há 300 anos, isto deve-se porque a água doce do planeta é utilizada, com grande desperdício, no consumo doméstico, agricultura, atividades industriais.

A Educação Básica sempre apresentou em seu currículo escolar estudos interdisciplinares sobre a importância da água para a revitalização do planeta no intuito de formar conscientização nos educandos e toda comunidade escolar desde as séries iniciais até o Ensino Médio.

Instigar os alunos a perceberem que a falta de agua no mundo, é um grande problema, bem como a desigualdade social, que gera fome, e problemas de saúde em muitos países. Na contra mão dessa questão, surge outra, também, importante, que são as diversas questões ambientais e sociais que envolvem a água, pois ela corresponde a um imenso recurso natural do qual as sociedades humanas necessitam para sobreviver.

 

Justificativa

A maior parte da água é gasta na agricultura (70%), seguida da indústria (20%) e no consumo doméstico (10%). No entanto, nas últimas décadas, o consumo de água nas zonas urbanas tem aumentado sendo o dever de cada cidadão poupar água.

O setor industrial é igualmente responsável pelos elevados consumos de água, que na última década o seu consumo aumentou também a nível mundial. No entanto, também a este nível a poupança de água é possível. A reciclagem de materiais, por exemplo, contribui para a redução dos gastos de água e ainda energia. Tanto na produção de alimentos (animais e vegetais) como nos produtos de origem industrial são gastas grandes quantidades de água. Para citar alguns exemplos, por cada tonelada de trigo gastam-se 490 000 litros de água, de milho 690 000 litros, de carne 49 200 000 litros, de aço 150 000 litros, assim, podemos concluir que nem todas as atividades apresentam o mesmo consumo de água, sendo existem variáveis de consumo dentro de uma mesma atividade.

De todo potencial de água que existe no planeta, quase um quinto (22%) é utilizado pela indústria. Por isso, este setor tem papel fundamental na conservação do recurso natural. Práticas como reuso, aproveitamento de água da chuva, limpeza a seco e uso consciente na produção têm sido adotadas para gerar economia na conta e, principalmente, reduzir o impacto da indústria na manutenção deste recurso. Observemos, alguns exemplos de grandes empresas que estão poupando o precioso líquido durante a fabricação de seus produtos:

  • Ambev - A fabricante de bebidas Ambev informou ter reduzido o consumo de água de sua produção em 36%, por meio da reutilização da matéria-prima nos últimos dez anos. Ao final do segundo semestre de 2002, a companhia tinha um índice de consumo médio de 536 litros de água para cada 100 litros de produção. Em 2012, a quantidade usada era de 340 litros para produzir obter o mesmo resultado.
  • Bacardi - Informou ter melhorado sua eficiência de água em 11% durante o ano de 2012 em relação a 2011, com medidas de conservação de água, equipamentos eficientes e reciclagem do recurso. Foram poupados 1,6 milhões de litros em 2012.
  • Braskem - Uma das maiores empresas petroquímicas do mundo, a Braskem sentiu a necessidade de buscar soluções sustentáveis nas suas operações industriais, já que utiliza cerca de 450 milhões de litros de água mensalmente - um número elevado para uma região da Grande São Paulo, que fornece em média 140 mil litros de água por habitante/ano, menos de 10% do que a ONU considera ideal. Para isso, recorreu ao projeto Aquapolo Ambiental, a maior iniciativa de água de reuso para fins industriais do Brasil.
  • Coca-Cola - A multinacional alcançou seu menor nível de uso de água em 2012. A empresa passou a usar 1 litro e 400 ml para produzir um litro de cada um de seus produtos, são 30 ml a menos - um copo de cafezinho leva 50 ml, observando cada unidade. Mas ao todo a redução caiu de 9,4 milhões de metros cúbicos para 8,2 milhões, de 2011 em relação ao ano passado.
  • Google - A empresa adota datacenter (centro de processamento de dados, onde ficam os servidores) na Finlândia, que usa metade do que habitual com energia, água e outros recursos necessários para refrigerar os computadores.
  • Nestlé - A maior empresa mundial de nutrição, com operações industriais em 83 países, anunciou que desde 1988, até o fim de 2012, o uso de água na multinacional caiu 81%. Isso equivale a 25,8 milhões de m3, capaz de abastecer, por um ano, uma comunidade de 350 mil habitantes. Na emissão de carbono, a redução foi de 63%. A marca também tem realizado um projeto para reutilizar suas garrafas de água mineral, mas esta ação está em desenvolvimento e deve ser restrita às escolas.

 

Objetivo geral

Sensibilizar e formar conscientização nos educadores, educandos e membros da comunidade escolar sobre a importância do uso racional de água.

 

Objetivos específicos

Divulgar informações do uso racional e sustentável da água no espaço escolar.
Criar e aplicar medidas simples e práticas para combater o desperdício de água na comunidade escolar e familiar.

Desenvolver hábitos de sustentabilidade com relação aos recursos naturais no município e estado.

Promover apresentações culturais periódicas sobre o consumo consciente da água.

Gerar agentes multiplicadores para a economia racional da água na escola e em suas casas.

Formar a conscientização dos membros da comunidade escolar sobre a importância da água para diversas atividades, o princípio de conservação da água, a redução do consumo e os impactos ambientais.

 

Metodologia
Palestras de sensibilização, reuniões, vídeos, panfletos, slides, visita à estação de tratamento de água do município, pesquisa e coleta de dados. Produção de leitura e escrita.

 

Ações
Língua Portuguesa

Esta atividade foi desenvolvida com os alunos do 3º ano do Ensino Médio, iniciou-se o trabalho dialogando com os alunos sobre seus hábitos. A turma foi dividida em equipes.

Elaborar uma entrevista em forma de questionário com múltipla escolha, a qual foi aplicada aos alunos do 9º ano do Ensino fundamental, no intuito de identificar seus hábitos, tais como: número de banhos ao dia; quais tipos de atividades mais consomem agua em suas casas; qual a frequência com que lavam as calçadas, etc.

Confeccionar panfletos e afixar adesivos instrucionais sobre o uso racional da água na comunidade escolar e no bairro.

Criar paródias, peças teatrais, coreografias, poemas, desafios, slogans, charge, painéis, história em quadrinhos e apresentarem na comunidade escolar em dias alternados, conforme prévia escala.

Estudo de diversos gêneros textuais: notícias, artigos científicos, reportagens. Confeccionar jornal mural

Produção de textos diversificados: poesia, narração, resposta argumentativa, instrucional, artigo de opinião. Expor no jornal mural

Matemática

A partir da coleta desses dados, os alunos calcularam o percentual, transformando em tabelas e gráficos os resultados da entrevista. Analisar gráficos e tabelas do consumo de água nos últimos dois anos.
Biologia

Após a análise dos dados coletados, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre a necessidade da água e seus diferentes usos, com o objetivo de perceber o quanto se consume e discutir com a turma esses resultados e as consequências para a saúde e qualidade de vida de todos. Analisar os impactos ambientais devido ao uso irracional dos recursos naturais e desenvolver hábitos de sustentabilidade com relação aos recursos naturais.

Química

Os alunos realizarem análise química da água potável do colégio, identificando a presença de substâncias tóxicas através de exames bacteriológicos até a emissão de resultados com características saudáveis a serem preservadas a fim de garantir sua qualidade e seu consumo.  

Geografia

Os alunos pesquisaram sobre múltiplos usos da água, identificando as regiões mais servidas. Discutiu-se dentre outras questões, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao uso nos diferentes países, bem como a importância no setor agrícola para a economia e geração de emprego. Identificar as regiões com maior consumo de água no Brasil, Paraná, Maringá e o bairro da escola.

Sociologia

Pesquisaram, também, alguns países que possuem costumes semelhantes aos nossos em relação ao uso da água. Em várias partes do mundo, o acesso à água é diferenciado, mas por motivos diferentes: enquanto em alguns países existe uma abundância desse recurso, em outros a escassez leva milhões de pessoas a sobreviverem em condições sub-humanas. Destacar os impactos socioeconômicos devido ao uso irracional da água.

HISTÓRIA

Apresentação de documentários sobre o contexto histórico da riqueza nacional da água.

FILOSOFIA
Estudos sobre a ética relacionada ao consumo racional da água. Criar “olheiros” na turma, para atuarem no combate ao desperdício para formar conscientização da importância de não desperdiçar água a partir da escola. Criar o hábito nos educadores e educandos para ficarem atentos a tudo que se refere à água utilizando-a de forma segura e eficiente no dia- a- dia.

Artes
Apresentação de teatro, jogral e musical para formar conscientização da importância de não desperdiçar água a partir da escola.           

 

Avaliação

Contínua e diagnóstica como atividade avaliativa – 2,0  

 

Conclusão

        Dessa forma, é possível concluir que o fato de a água possuir um ciclo de renovação através do processo de evaporação dos mares, rios e lagos, garante sua renovação, entretanto, este recurso vital à nossa sobrevivência está se esgotando. O principal problema está associado à relação entre o tempo necessário para essa renovação e o ritmo de exploração dos recursos hídricos. Para se ter ideia, em 60% das cidades europeias com mais de 100.000 pessoas, a água subterrânea está sendo usada em um ritmo mais rápido do que pode ser reabastecida.

               Essa atividade como pode-se perceber, deve ser trabalhada de forma multidisciplinar, envolvendo inúmeras disciplinas, como por exemplo, na Matemática com o uso da porcentagem, na Geografia a produção de tabelas e gráficos e localização de alguns países, em Português a leitura, interpretação e discussão de questões, na Sociologia a questão possibilita o acesso ao recurso e a desigualdade social, enfim, todas as disciplinas curriculares da Educação Básica.

 

 

 

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (Brasil) (ANA). HidroWeb: sistemas de informações hidrológicas. Disponível em: . Acesso em: 05 de setembro 2015.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais. Parâmetros curriculares nacionais: meio ambiente, saúde. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF

BRASIL. (2013c). Secretaria de Educação Básica. Formação de professores do Ensino Médio, Etapa 2 - Caderno III: Ciências da natureza/ Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica [autores: Daniela Lopes Scarpa, Flavio Antonio Maximiano, Hildney Alves de Oliveira, Lana Claudia de Souza Fonseca, Sérgio Camargo, Silmara Alessi Guebur Roehrig Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2014.

Diálogos interdisciplinares na escola- um olhar sobre dados da realidade


 
PACTO NACIONAL PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Marco Antonio Pimenta

Maringá – PR

Professores participantes:

Adelirian Martins Lara Lopes – Biologia

Alessandra Guidolin Campos – Pedagoga

Ana Lúcia Lopes – Sociologia

Elizabete dos Santos Meirelles de Oliveira – Português e Inglês

Francielle Siqueira – Química

Jocel José de Sousa – Geografia

Márcia de Oliveira – Pedagoga

Tatiane Martins Evangelista – Filosofia

Orientador de estudos:

Laura Lopes de Paiva – Português

Formadores Regionais do NRE de Maringá

Alexandre Shuji Suguimoto

Altair Bonini

Supervisores do Regionais do NRE de Maringá:

Marcelo Leandro Garcia

Valkíria Trindade de Almeida Santos

Coordenador Adjunto – UEM

Alessandro Santos da Rocha - UEM

Coordenadora Geral - UEM

Silvia Pereira Gonzaga de Moraes

 

Diálogos interdisciplinares na escola- um olhar sobre dados da realidade

 

Matemática, tão importante quanto perturbadora. Atire a primeira pedra aquele professor que quando jovem não perdeu algumas horas de sono com esta velha senhora. O que há de tão errado com ela que até hoje carrega tantos problemas, de difíceis soluções? Por que não é compreendida? Será tão má?

Nós, enquanto educadores, precisamos ter sempre em mente que a matemática assim como todas as disciplinas possui papel importante na construção/formação integral dos nossos alunos, vai além da sala de aula e dos muros da escola, está relacionado à vida do indivíduo, possibilitando meios para uma compreensão de mundo. Somente quando conseguirmos abrir os olhos dos nossos alunos para esse mundo a ser compreendido é que estaremos iniciando um processo de desconstrução de uma ideia cultural de que a matemática é inacessível, desinteressante e inútil. Mas, para que haja uma ação efetiva, é necessário problematizar e garantir que estes conhecimentos possibilitem sua integração à prática cotidiana do aluno. Deste modo, mais do que ministrar conteúdos, cabe ao professor a tarefa de estimular a reflexão, em lugar de apenas propor exercícios que verifique se os alunos conhecem ou não as técnicas para resolvê-los, visando apenas algo acumulo de conteúdo.

O que observamos atualmente é que os conteúdos trabalhados em sala de aula não condizem com as reais necessidades dos alunos, sendo esses muitas vezes fora do contexto vivenciados por eles. O pensamento matemático por muitas vezes fica limitado apenas às questões numéricas, tais como, a memorização de regras e fórmulas, contudo, se faz necessário promover momentos de reflexão quanto à essa questão, de forma a permitir uma mudança de pensamento por parte dos educadores no momento em que fosse realizada a seleção das atividades propostas ao educando durante o processo de ensino aprendizagem.

Nessa perspectiva, o processo educativo exige mudanças na forma de trabalhar as atividades, criando oportunidades de estímulo ao pensamento crítico. Assim como acorreu em algumas atividades realizadas pela equipe do Pacto. O objetivo é perceber a Matemática e de suas possíveis relações com outras áreas de conhecimentos, visando, assim, uma metodologia acessível e dinâmica, para, com isso, possibilitar aos alunos uma fácil absorção dos conteúdos. Embora, dentro da realidade escolar em que estamos inseridos, esse tipo de proposta enfrenta grande dificuldades, uma vez que o modo em que está organizado o dia a dia de trabalho dos professores das diferentes componentes curriculares cria enormes obstáculos à elaboração desses projetos interdisciplinares, uma vez que falta tempo e oportunidade aos professores de reunirem-se para pensar os projetos e atividades que envolvam mais de um componente curricular. Falta tempo para a aplicação das atividades, pois existe uma série de conteúdos que precisam ser também trabalhados, e toda atividade interdisciplinar ocupa tempo extra, vivenciamos isto nas ultimas atividades aqui realizadas, a organização atual das escolas não nos permite esse modelo de atividade frequentemente. Outro obstáculo é a falta de aperfeiçoamento dos educadores em geral ao trabalhar com o que é novo, é preciso haver capacitações reais, não apenas teóricas, pois não podemos nos esquecer de que as Universidades nos cursos de licenciatura não prepararam os professores para agirem assim em sala de aula, ou seja, precisam reaprender, para isso é precisa nos preparar de fato.

Vale ressaltar que um dos problemas que dificultam a aprendizagem é a falta de clareza sobre qual aluno devemos formar no ensino médio, deixando nas mãos do professor uma decisão difícil, pois são poucas aulas para “dar conta” de aplicar seu conteúdo e também preparar um aluno de forma humana integral. Porém quando falamos de matemática, o que mais se observa como cobrança são os números, resultados nas provas externas, vestibulares e ENEM, provas, aliás, que não levam em conta as diferentes realidades do nosso país no momento em que generaliza a avaliação. Mas uma entre tantas contradições que acaba para o professor resolver em sala de aula.

Essa prática não é culpa exclusiva dos professores. Desta forma, o educador fica numa posição difícil entre mediar o currículo de tal forma que o aluno tenha oportunidade de ingressar no Ensino Superior e ao mesmo tempo seja capaz de tomar decisões políticas, sociais e ambientais.  É preciso que escola e as instituições responsáveis pela administração e pedagógico, revejam seus papeis e busquem meios que levem o aluno a desenvolver um espírito crítico, capacidade de argumentação e criatividade favorecendo a formulação de questionamentos, os quais possam levá-los a encontrar respostas para tais. Para tanto, é preciso que a escola disponha de recursos pedagógicos que permitam aulas mais atrativas, de maneira que levem os alunos, de maneira espontânea e solidária, ao entendimento do seu papel como cidadão crítico e consciente de seus direitos e deveres na sociedade que vive em constante processo de evolução.

Em relação à construção de um projeto, como solicitado no caderno, nosso grupo encontrou um grande obstáculo, não temos representantes na área propriamente da matemática, contamos com a participação de uma professora que leciona química e física e de outra que leciona biologia, ambas, neste momento, atuando em outras escolas, que contribuíram significativamente com o projeto, pois, não tivemos o apoio dos docentes da área nesta escola. Outrossim, em momentos de conversa com os demais professores, não participantes do pacto, mas sempre a par dos acontecimentos e ações do nosso grupo,  os mesmos não demostraram interesse em colaborar com as atividades propostas pelo pacto, então pensamos em ações voltada para a questão cidadã, como exemplo o trânsito. O projeto foi pensado visando a realidade da escola, proximidade com avenidas muito movimentadas da cidade, e como consequência um frequente número de acidentes de trânsito. O projeto de intervenção que propomos é a estimativa do numero de infrações de transito no entorno da escola, bem como, do consumo de bebidas alcoólicas entre os motoristas infratores.

Neste trabalho poderemos envolver praticamente todas as disciplinas do ensino médio. A matemática ficaria com a criação e elaboração de dados para a confecção de tabelas e gráficos, a geografia poderia estudar as regiões produtoras de bebidas alcoólicas e mapeá-las, a química poderia estudar os produtos químicos contidos nas bebidas, a física, como o álcool afeta os reflexos de cada um, a biologia os problemas de saúde causados pelas bebidas alcoólicas, sociologia as consequências do álcool para a sociedade, dentre outras possibilidades. Esse trabalho poderá ser realizado através da divisão da classe em grupos, elaboração de um questionário de pesquisa previamente elaborado pelos professores e alunos e aplicado juntos aos mesmos. Outra ideia é a utilização de aplicativos de celulares buscando os melhores caminhos para chegar a escola em horários de pico. Para isso, poderia ser realizada uma pesquisa na internet, revistas e jornais sobre esse tema. Elaboração de tabelas, gráficos e cartazes explicativos e exposição dos mesmos na escola para conhecimento de todos. Convidar um especialista para trabalhar através de uma palestra com os alunos, como fechamento da atividade proposta.

O projeto realizado com os alunos do primeiro ano do ensino médio,  iniciar-se-ia com o levantamento de informações sobre os acidentes ocorridos nos últimos 10 anos nos bairros próximos a escola. Os dados a serem pesquisados serão:

·         Gravidade do acidente e horário em que eles ocorreram;

·          Idade dos motoristas envolvidos;

·          Vitimas fatais; e,

·         Principais causas dos acidentes.

 

Não podemos esquecer, a grande capacidade criativa, e as ricas relações com o entorno, com os diferentes interlocutores e com a própria vida. Como atividade final, produzirem um mural com gráficos apresentando resultado o resultado dos dados pesquisados e também com ações proposta para evitar ações como as pesquisadas e relatadas nas estatísticas dos alunos.

 

Fonte: http://www.emdialogo.uff.br/node/3458#comment-10758

domingo, 18 de janeiro de 2015

50 razões para usar o Facebook em sua sala de aula



Olá leitores do Canal do Ensino!
Quer tirar a monotonia da sala de aula? Confira 50 motivos para usar o Facebookna sala de aula e melhorar a aprendizagem dos seus alunos.
No início, o Facebook era uma rede social exclusivamente para estudantes universitários. Mas, com o crescimento da sua popularidade, ele acabou sendo adotado por todos, desde estudantes de graduação até as vovós. Porém, não foi somente a popularidade que cresceu, a sua utilidade aumentou também. Os educadores estão começando a perceber o potencial que o Facebook tem dentro da sala de aula, não somente como uma distração, mas como uma ferramenta de aprendizagem colaborativa.
Enquanto algumas escolas e professores podem ser cautelosos em introduzir tal plataforma de entretenimento em sua sala de aula, outros educadores já exergaram grandes benefícios no uso de mídias sociais. Na verdade, a professora Elizabeth Delmatoff, em Portland, nos Estados Unidos, viu um aumento de 50% nas notas após a implementação de um programa de mídia social em sua sala de aula. Como o Facebook pode beneficiar a sua classe? Descubra 50 maneiras:
Diversão
Trazer o Facebook para a sala de aula é divertido. Quase todos os alunos já estão familiarizados com a rede social, e a maioria deles está animado para ser capaz de usar o site como uma forma de aprendizagem colaborativa.
É grátis
Escolas pagam milhares de dólares para sistemas de colaboraçãoarmazenamento digital, e decomunicação, mas o Facebook faz todas essas coisas, e o melhor: de graça.
Atenção dos alunos
Muitos professores estão familiarizados com sistemas comunitários na sala de aula, mas os alunos normalmente só entram quando necessário. Usar o Facebook na sala de aula vai fazer com que os alunos prestem mais atenção, assim eles não vão precisar verificar a rede social várias vezes por dia.
Compartilhamento de calendários e eventos
Calendários e eventos são super fáceis de compartilhar na plataforma. O professor pode lembrar os alunosde datas e eventos importantes direitamente pelo Facebook.
Habilidades do século 21
Um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriu que os sites de redes sociais como Facebook ajudam os alunos a praticar as habilidades que eles precisam para ter sucesso no século 21.
Compartilhamento além da sala de aula
Facebook e outras ferramentas de mídia social abrem a possibilidade para que os alunos compartilhem o que aprenderam não apenas com seus colegas, mas com todo o mundo.
Recursos online convenientes
O Facebook, assim como as outras mídias sociais, é um recursos online muito conveniente. Postar links no grupo da sala de aula facilita a visualização dos estudantes e, consequentemente, o compartilhamento.
Uso produtivo
A maioria dos estudantes usa o Facebook para conversar com amigos ou passar o tempo na internet, mas usá-lo em sala de aula vai ensinar os alunos a usar a ferramenta de forma produtiva.
Ajuda aos alunos ausentes
Os estudantes que faltaram na aula podem ficar atualizados e pegar a matéria com a turma por meio do grupo da sala no Facebook.
Fórum de discussão
Os alunos que participam de atividades extracurriculares podem usar Facebook para manter contato por meio de um fórum de dicussão, deixando todos os estudantes atualizados.
Programação de atividades de aprendizagem
Registre no grupo do Facebook uma atividade diferente por dia, para utilizar como um ponto de aprendizagem, para serem apreciadas em conjunto e citadas em aula.
Estímulo da colaboração
Facebook estimula a colaboração, uma vez que todos os participantes podem falar e trabalhar juntos na rede. O que impossibilita a falta de participação em sala.
Discussão do uso adequado
Para o sucesso das mídias sociais em sala de aula, é preciso definir e discutir com alunos as formas mais adequadas para utilizar o Facebook.
Laço social
Professores e alunos podem se beneficiar do laço social criado pela interação no Facebook.
Acesso aos trabalhos extras
Os professores podem postar atribuições ou trabalhos extras apenas para os estudantes que estão necessitando, sem que haja uma maior exposição de alunos.
Material de revisão
Depois de definir as matérias da prova, você pode facilmente selecionar links, fotos, anotações e outros recursos que são essenciais para a revisão. O que é útil tanto para os professores quanto para os estudantes.
Desenvolvimento profissional
O Facebook é uma ótima ferramenta para o desenvolvimento profissional. Os estudantes não são os únicos que podem se beneficiar usando a rede social, professores também podem usá-lo para o desenvolvimento profissional.
Participação ativa
Os estudantes podem participar de palestras e usar o Facebook de forma interativa. Isso irá resultar em uma aprendizagem ativa.
Envolvimento dos familiares
Para envolver os familiares nas atividades acadêmicas, compartilhe menus de almoço, lembretes importantes, atividades, eventos, fechamento e notas especiais através de uma página no Facebook para seus alunos e familiares.
Disponibilização de aulas e notas
Os alunos podem ler as notas e as aulas em qualquer lugar onde haja Internet, logo após a publicação no Facebook.
Horário de aulas
Quer lembrar seus alunos atrasados quais são as aulas do dia? Os estudantes podem receber atualizações no Facebook por texto, permitindo que ele entre em contato antes de chegar atrasado para a sua aula.
Aprendizagem sobre a mídia social em um ambiente seguro
Ao usar o Facebook em sala de aula, você pode ensinar aos alunos sobre o uso seguro dos meios de comunicação social.
Economia de papel
Com o uso do Facebook e das outras mídias sociais, o número de papéis utilizados diminuem, o que consequentemente ajuda o meio ambiente.
Realização de pesquisas
Caso seja necessário pesquisar sobre a genealogia, por exemplo, ou fazer uma enquete informal, os alunos podem usar seus amigos do Facebook para reunir informações e realizar pesquisas.
Lembretes
Essa plataforma é ótima para criar memorandos. Os estudantes podem ser ajudados com lembretes que aparecem no seu feed de notícias do Facebook.
Compartilhamento do progresso
Quer saber como projetos dos seus alunos estão indo? Peça fotos das obras em andamento, e poste no grupo da sala.
Menos distração
Alguns professores descobriram que o uso do Facebook e outros sites de mídia social para a educação significa que os alunos estão menos tentados a usá-las inadequadamente durante a aula, ou seja, menos distração.
Alunos tímidos podem brilhar
Os alunos tímidos que de certa forma não conseguem se expressar em sala, podem se sentir mais confortáveis de contribuir por meio do Facebook.
Compartilhamento de recursos com os colegas
O Facebook permite que os professores compartilhem, entre eles, recursos para o ensino, economizando tempo e enriquecendo a experiência dos alunos dentro da sala de aula.
Crianças e pais podem falar sobre as atividades
Quando os pais estão acompanhando o andamento das aulas, eles nunca terão que se perguntar o que aconteceu na escola, assim eles podem construir um diálogo sobre o que foi discutido em sala.
Disseminação da mídia
Professores, alunos e pais podem postar fotosvídeos e perguntas, compartilhando diálogos e recursos no Facebook.
Projetos em grupo
Os alunos podem formar grupos para projetos de aula, compartilhar informações e reunir tudo isso com o envolvimento único nas tarefas.
Mostrar e dizer
Os estudantes não podem ser capazes de trazer o material completo para a sala de aula, mas fotos e vídeos podem ser compartilhados no Facebook.
Debates online
O Facebook permite ampliar a discussão em sala de aula, onde os alunos podem passar mais tempo na aprendizagem ativa e nos debates.
Interação com o corpo docente
Facebook quebra as barreiras, tornando os professores socialmente mais disponíveis para os alunos, o que torna o relacionamento mais fácil entre eles.
Contribuição extra de usuários
Os professores podem facilmente convidar especialistas para dialogar nas páginas do Facebook, o que provoca um novo nível de discussão e envolvimento.
Importância da criação de conteúdo
Em vez de simplesmente consumir conteúdo publicado, no Facebook os alunos podem criar, postar discussões, e utilizar os recursos.
Aprender os nomes e rostos
Com as constantes atualizações e a forte interação, os docentes podem usar o Facebook para melhorar a memória, e associar nomes e rostos da sala de aula.
Interação ao redor do mundo
Muitos professores usam o Facebook para o ensino de línguas estrangeiras, em parceria com estudantes que já falam idiomas diferentes.
Ajudar novos alunos
O Facebook é uma grande ferramenta para ajudar os estudantes a se integrar na vida social e acadêmica de uma nova escola, independentemente de escola ou faculdade.
Pesquisa com alunos
Faça perguntas no Facebook para obter respostas rápidas dos seus alunos. Os professores podem fazer isso usando ferramentas de votação no próprio site.
Feedback instantâneo
Descubra rapidamente, e de forma super simples, o que os alunos pensam de uma aula ou ideia de atividade.
Conexão em qualquer lugar
Mesmo se não puderem ver as informações na aula, o aluno pode verificar em casa ou usar o Facebook em seus dispositivos móveis para se manter atualizado em todos os momentos.
Compreensão dos interesses dos alunos
Quando os alunos fazem os seus dados de perfil disponíveis, os professores podem saber mais sobre ele, principais interesses, autores favoritos entre outras informações, permitindo a sugestão de tópicos e vídeos de seu interesse.
Aplicativos de aprendizagem
No Facebook você pode encontrar toneladas de aplicativos para a aprendizagem em sala de aula, incluindo as fórmulas matemáticas, aplicações de apresentação de slides, notas de aula entre outros.
Relacionamento
Os estudantes podem pedir cartas de recomendação, conselho de outras classes, entre outras informações por causa da comunicação informal do Facebook.
Estabelecimento na rede social
Usar o Facebook em sala vai permitir que os estudantes comecem a ver isso como uma ferramenta profissional, e consequentemente permite o estabelecimento nas redes sociais.
Aprendizagem colaborativa
Transformar o elemento social do Facebook em aprendizagem colaborativa ajuda a incentivar a prática e melhorar o envolvimento dos alunos.
Redes acadêmicas e profissionais
Ao usar o Facebook, os alunos serão capazes de descobrir as oportunidades disponíveis de networking em uma carreira específica.
Retorno
O Facebook permite que os professores fiquem longas jornadas em um escritório virtual, com lançamentos e respostas disponíveis independentemente do horário.
Até logo!
http://canaldoensino.com.br/blog/50-razoes-para-usar-o-facebook-em-sua-sala-de-aula