Espaço pedagógico para socialização, interação com alunos, professores, amigos sobre prática da leitura: poesia, contos, fábulas, crônicas, novas tecnologias, metodologia em sala de aula, libras, inovações no ensino, artesanato... Portanto, este blog é educacional, sem fins lucrativos, destina-se ao registro de atividades pedagógicas.
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terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Língua portuguesa - 800 anos!
Conteúdo especial "Língua portuguesa - 800 anos!"
Prof. Aquias Valasco
Em 2014, a língua portuguesa completa 800 anos. É uma oportunidade ímpar
para celebrarmos e exaltarmos a beleza da última flor do Lácio. A sua
página de Língua Portuguesa do Portal Dia a Dia Educação quer aproveitar
essa data para estimular você a trabalhar com seus alunos um pouquinho
da história da língua de Camões, Machado e Leminski. Vamos lá?
Por que 800 anos?
Depois de afirmada a independência de Portugal no séc. XII e de
estabelecidas as fronteiras do reino em meados do séc. XIII, estavam
reunidas condições para que o romance galego-português(1) fosse
promovido a língua nacional.
O primeiro passo era tornar-se língua escrita (da documentação oficial,
da literatura e também do uso diário). O mais antigo documento oficial,
datado, escrito em português, que chegou até nós (o Testamento de Afonso II,
de 1214) prova, devido às suas convenções gráficas mais ou menos
estáveis, que no ambiente da corte já se escrevia em português há algum
tempo. Com isso se harmoniza a datação da mais antiga cantiga
trovadoresca, Ora faz ost’o senhor de Navarra, de João Soares de Paiva: o ano de 1196. E a Notícia de Torto,
um documento privado sem data, mas situável à volta de 1214, atesta
como a língua portuguesa era já usada, pontualmente, para registar
apontamentos informais e efémeros; esta prática foi recentemente
comprovada por uma Notícia de Fiadores de 1175. Mas é a partir
de 1255 que começa a produção regular de documentos escritos em
português, primeiro na chancelaria régia, depois por toda a parte.
A abundante produção escrita em português torna possível, desde então,
observar com mais pormenor as mudanças que a língua vai sofrer entre os
sécs. XIII e XV e que, por graduais transições, a levarão a
transformar-se de língua medieval em língua clássica. (PORTUGAL, 2014).
Embora o mais antigo documento régio escrito em português seja o Testamento de D. Afonso II,
de 1214, é o ano de 1255, em tempo de D. Afonso III, que assinala o
re-aparecimento dos textos escritos em português no âmbito da
chancelaria régia. Ivo Castro (1991, 2004a, 2004b) elege-a como marco
cronológico para estabelecer o limite final da fase mais antiga da
produção escrita em português: “antes de 1255 existiu também uma
diminuta produção primitiva em português, constituída por documentos de
carácter notarial escritos em português”. (MARTINS, 2007).
O que significa "última flor do Lácio"?
Para Olavo Bilac, em um de seus poemas, a língua portuguesa é a "última
flor do Lácio, inculta e bela". Lácio é como era chamada na antiguidade a
região da península itálica onde hoje fica Roma e adjacências. Foi a
partir dali que o domínio cultural da língua latina começou a surgir,
vindo a formar o que Rodolfo Ilari (1996), em sua Filologia românica chama de "România" - ou o domínio cultural relacionado à língua latina.
Como sabemos, o latim deu origem a várias línguas (na verdade, cerca de
sessenta), dentre as quais destacam-se (como línguas nacionais) o
italiano, o francês, o espanhol, o romeno e o português. Este é colocado
em último lugar por ter sido a "última língua neolatina formada a
partir do latim vulgar" (1).
O que foi o latim vulgar?
Segundo Ilari (op cit), o latim vulgar era falado pelo povo,
bem como pelos soldados (oriundos de classes desprestigiadas). A palavra
"vulgar", em latim, não tem caráter depreciativo, necessariamente. Esse
termo significa "relacionado com o povo". O latim da nobreza e do
governo (o sermo urbanus, que só sobreviveu até o século VIII)
hoje só existe em forma escrita, modificado. Assim, nenhuma das línguas
neo-latinas proveio do latim clássico (de Cícero, por exemplo); são
derivações de uma forma mais simples do latim.
Quem "faz" a língua?
Quem efetivamente "faz" a língua são seus usuários. Como vemos na
história das línguas neo-latinas, o que determina a trajetória, a forma
de um idioma é o uso que seus falantes lhe dão. Não há, portanto,
controle mais eficaz do que o controle exercido por quem de fato utiliza
a língua. Esse controle não é normativo, já que para o falante
(entendido como o usuário da forma oral ou escrita da língua) o que mais
importa é se comunicar, fazer-se entendido, e é a partir dessa baliza
que ele mantém ou modifica os elementos do idioma. Assim, embora existam
órgãos que visem preservar e engrandecer o idioma, os representantes de
um idioma são seus usuários.
A Academia Brasileira de Letras, o Museu da Língua Portuguesa (em São
Paulo) ou o Instituto Camões (Portugal) são algumas das organizações
importantes que têm como "objetivo o cultivo da língua e da literatura
nacionais" no contexto atual (ABL, 2014). É essencial que essas
organizações existam, principalmente quando o inglês, o mandarim e
outros idiomas se mostram cada vez mais fortes por conta do contexto
mundial, figurando como elementos que representam domínios culturais e
econômicos sempre em tensão.
Qual a importância da língua portuguesa no mundo hoje?
Embora o império português não exista mais, o domínio cultural a que ele
se relaciona, representado principalmente pelo idioma português,
permanece e é presente em vários continentes. A comunidade dos países de
língua portuguesa compõe-se de: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné
Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e até do Timor-Leste,
localizado no sudeste asiático. (CPLP, 2014). Além disso, o aprendizado a
língua tem se popularizado em países como Inglaterra e Estados Unidos.
(OBSERVATÓRIO, 2014).
Quais os principais nomes da língua portuguesa?
A literatura produzida na língua portuguesa (como em qualquer outra
língua) é um elemento essencial para firmar pontos de referência. Assim,
e para falar apenas da produção europeia e brasileira, a obra de Luís
de Camões (1524-1580), Eça de Queiroz (1845-1900), Fernando Pessoa
(1888-1935), Machado de Assis (1839-1908), Euclides da Cunha
(1866-1909), Graciliano Ramos (1892-1953), Cecília Meireles (1901-1964),
Jorge Amado (1912-2001), Clarice Lispector (1920-1977) e os curitibanos
Paulo Leminski (1944-1989) e Lucy Collin são alguns dos nomes que
figuram entre aqueles marcos a partir dos quais "bailamos" a dança da
constante transformação do idioma.
O que eu tenho a ver com isso?
O fato de lembrarmos de nomes como Eça e Euclides não significa que a
literatura produzida por esses "patrícios linguísticos" se esgota. Todos
eles e elas foram crianças, estudantes, jovens, antes de se consagrarem
pela pena. Assim, todos nós temos potencial para figurar entre aqueles
que contribuem para a preservação da língua, bastando que assumamos uma
postura de respeito e de responsabilidade como usuários do idioma.
(1) Cada uma das variedades do latim vulgar, fixados nas várias regiões
do domínio cultural latino, é denominada um romance, isto é uma das
"línguas" da România.
Lista de referências
ACADEMIA Brasileira de Letras. Quem somos. Rio de Janeiro, 2014. Disponível em:
CASTRO, Ivo. Curso de história da língua portuguesa. Lisboa: Universidade Aberta, 1991.
_____. A primitiva produção escrita em português. Orígenes de las lenguas romances en el Reino de León. Siglos IX-XII, León, Centro de Estudios e Investigación San Isidoro, vol. II, 2004. p. 69-97.
_____. Introdução à história do português. Lisboa: Colibri, 2004.
CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Estados-membros. Disponível em:
ILARI, Rodolfo. Linguística românica. 3. ed. São Paulo: Ática, 2006.
MARTINS, Ana Maria. O primeiro século do português escrito. In: Nosa lyngoage galega. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega & Instituto da Lingua Galega, 2007. p. 161-184. Disponível em:
OBSERVATÓRIO da Língua Portuguesa. Milhares de pessoas aprendem português nos Estados Unidos. Disponível em:
PORTUGAL, Camões Instituto da Cooperação e da Língua. História da língua portuguesa. Disponível em:
SANTOS, Paula Perin dos. Análise do poema "Língua portuguesa". Disponível em:
Fonte: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1260
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
A LETRA "P"
A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos... quem fala português ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a letra "P"... Só o português e o francês permitem isso... a língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de uma pobreza de palavras sem limites...portanto, antes de estudar uma outra língua, se aperfeiçoe na sua, combinado?!
A LETRA "P"
"Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso... O cara que escreveu isso é bom em português, mas deve ser maluco e dispõe de muito tempo." Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando... ' Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei. - E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?
Colaboração: janete lane amadei janeteamadei@gmail.com
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Palíndromo e Tautologia
Você sabe o que é um palíndromo?
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo
- acabamento
- certeza
- quantia
- nos dias 8, 9 e 10,
- juntamente
-
- em duas metades
- sintomas
- há anos
- vereador
-
- detalhes
- a razão é
- anexo
- de sua
- superávit
-
- conviver
- facto
- encarar
- multidão
- amanhecer
- criação
- retornar
- empréstimo
- surpresa
- escolha
- planejar
- abertura
-
- a
-
- comparecer
- gritar
- propriedade
-
- a seu critério
- exceder
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Pasquale Cipro Neto
Fonte: Eliane - melcosta@copel.com
sábado, 15 de setembro de 2012
Como surgiu a expressão Tchê!
Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus. Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar.
No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"?
Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso.
Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".
Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.
Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.
Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.
Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.
Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar.
Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.
Um abraço, Tchê!
Colaboração:
melcosta@copel.com
sábado, 25 de agosto de 2012
Aula de português - sintaxe
Pena que não podemos mostrar aos alunos. Num instante eles iriam entender.
- “Filho da puta”é adjunto adnominal, quando a frase for:
"Conheci um político filho da puta".
- Mas se a frase for:
"O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Agora, se a frase for:
"Esse filho da puta é um político", é sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz:
"Agora nega o roubo, filho da puta!" - daí é vocativo.
- Finalmente, se a frase for:
"O ex-ministro..., aquele filho da puta, desviou o dinheiro
das estradas" daí, é apôsto.
Que língua a nossa, não?!
Agora vem o mais importante para o aprendizado:
- Se estiver escrito:
"Saiu da presidência em janeiro e ainda se acha presidente."
O filho da puta é sujeito oculto
Colaboração: Janete lane Amadei <janeteamadei@gmail.com>
- “Filho da puta”é adjunto adnominal, quando a frase for:
"Conheci um político filho da puta".
- Mas se a frase for:
"O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Agora, se a frase for:
"Esse filho da puta é um político", é sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz:
"Agora nega o roubo, filho da puta!" - daí é vocativo.
- Finalmente, se a frase for:
"O ex-ministro..., aquele filho da puta, desviou o dinheiro
das estradas" daí, é apôsto.
Que língua a nossa, não?!
Agora vem o mais importante para o aprendizado:
- Se estiver escrito:
"Saiu da presidência em janeiro e ainda se acha presidente."
O filho da puta é sujeito oculto
Colaboração: Janete lane Amadei <janeteamadei@gmail.com>
domingo, 17 de junho de 2012
Cursinho Rápido de Gramática.
- Filho da puta é adjunto adnominal, quando a frase for:
''Conheci um político filho da puta".
- Se a frase for: "O político é um filho da puta", daí, é predicativo.
- Agora, se a frase for: "Esse filho da puta é um político", é sujeito.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz:
"Agora nega o roubo, político filho da puta!" -daí é vocativo.
- Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, Alfredo Nascimento,
aquele filho da puta, desviou o dinheiro das estradas" daí, é aposto.
Que língua a nossa, não?!
Agora vem o mais importante para o aprendizado:
Se estiver escrito: "Saiu da presidência em janeiro de 2010 e ainda se acha presidente."
O filho da puta é sujeito oculto...
Colaboração:
janete lane amadei
janeteamadei@gmail.com
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Despedida do TREMA
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário.
Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
O dois pontos disse que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha, que eu considerava parceiro digno de respeito, foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. ( tal e qual...né????? )
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus!!!
Trema
Autoria desconhecida
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Com 'tuitar', dicionário Aurélio lança edição júnior
O tradicional dicionário Aurélio percebeu a necessidade de incorporar alguns verbetes que estão na boca do povo brasileiro e ainda não tinham definição oficial. No lançamento do Aurélio Júnior, realizado na 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, os visitantes estavam entusiasmados com a novidade.
Na opinião da estudante Ingrid, 12 anos, as palavras incorporadas ao dicionário são muito úteis, já que fazem parte do dia-a-dia de sua geração. Antes de folhear o manual, ela sugeriu o significado de "periguete", um dos novos verbetes. "Periguete é a garota que usa roupas curtas e sai com todos os garotos", disse Ingrid. Comparando com a definição do dicionário, a estudante chegou perto: "moça ou mulher que, não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um".
Expressões do mundo digital também foram lembradas e adaptadas para o dicionário em português, criando neologismos. Além de "tuitar" - verbo derivado do ato de postar um comentário no twitter -, o verbo "baixar" ganhou novo significado.
O pedido de Dilma Rousseff para ser chamada de "presidenta" refletiu na reintegração do termo ao manual. O verbete bullying, muito comentado na mídia este ano, também foi incorporado, assim como o verbo "ficar", no sentido de "trocar carinhos por período curto, mas sem compromisso de namoro". Voltado para o público escolar, o manual com cerca de 30 mil verbetes foi editado por Valéria Zelik e editado pela Positivo. Foto: Nathália Perdomo
Esta notícia foi publicada em 04/09/2011 no Portal Terra. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
Fonte: http://www.alunos.diaadia.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=842&tit=Com-tuitar-dicionario-Aurelio-lanca-edicao-junior em 10/09/11
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Presidenta, sim!
Presidenta, sim!
Marcos Bagno 11 de janeiro de 2011 às 10:58h Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.Somente no século XX as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.
Agora que temos uma mulher na presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples -e no lugar de um -a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.
Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de BrasíliaEmail recebido em 15/01/11 de keilapatricia28@hotmail.com
PRESIDENT E OU PRESIDENTA
AULA DE PORTUGUÊS : O CORRETO É PRESIDENT E OU "PRESIDENTA " ? ? ?
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira president a do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
Presidenta?
Mas, afinal, que palavra é essa?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante , de pedir é pedinte , o de cantar é cantante , o de existir é existente , o de mendicar é mendicante ...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente .
Aquele que é: o ente.
Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte .
Portanto, à pessoa que preside é “PRESIDENTE" , e não "Presidenta ", independentemente do gênero, masculino ou feminino.
Se diz capela ardente , e não capela "ardenta "; se diz estudante , e não " estudanta "; se diz adolescente , e não " adolescenta "; se diz paciente , e não " pacienta ".
Um exemplo ( negativo ) seria:
"A candidata a president a se comporta como uma adolescent a pouco pacient a que imagina ter virado elegant a para tentar ser nomeada representant a . Esperamos vê-la algum dia sorrident a numa capela ardent a , pois esta dirigent a política, dentre suas tantas outras atitudes alienant a s, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar content a ."
Absolutamente correto! Está mais do que na hora de restabelecermos A LEITURA E A FALA CORRETAS DE NOSSO IDIOMA - o PORTUGUÊS (falado no Brasil) e não mais o churrasquês, o futibolês e outros dialetos de triste e recente memória, infelizmente aplaudidíssimos pelos 80% dos patrícios que vibravam com as bobagens oficializadas e incensadas pela massa de áulicos ( áulico: cortesão, palaciano ) e puxa-sacos dos "cumpanhêru" de igual (?) nível moral e intelectual...
Email recebido em 15/01/11 de janeteamadei@gmail.com
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira president a do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
Presidenta?
Mas, afinal, que palavra é essa?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante , de pedir é pedinte , o de cantar é cantante , o de existir é existente , o de mendicar é mendicante ...
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente .
Aquele que é: o ente.
Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte .
Portanto, à pessoa que preside é “PRESIDENTE" , e não "Presidenta ", independentemente do gênero, masculino ou feminino.
Se diz capela ardente , e não capela "ardenta "; se diz estudante , e não " estudanta "; se diz adolescente , e não " adolescenta "; se diz paciente , e não " pacienta ".
Um exemplo ( negativo ) seria:
"A candidata a president a se comporta como uma adolescent a pouco pacient a que imagina ter virado elegant a para tentar ser nomeada representant a . Esperamos vê-la algum dia sorrident a numa capela ardent a , pois esta dirigent a política, dentre suas tantas outras atitudes alienant a s, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar content a ."
Absolutamente correto! Está mais do que na hora de restabelecermos A LEITURA E A FALA CORRETAS DE NOSSO IDIOMA - o PORTUGUÊS (falado no Brasil) e não mais o churrasquês, o futibolês e outros dialetos de triste e recente memória, infelizmente aplaudidíssimos pelos 80% dos patrícios que vibravam com as bobagens oficializadas e incensadas pela massa de áulicos ( áulico: cortesão, palaciano ) e puxa-sacos dos "cumpanhêru" de igual (?) nível moral e intelectual...
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